Em Taizé descobri a leveza como um estado da minha alma: não a ausência de peso, mas a liberdade que nasceu do silêncio, das orações, e da partilha genuína. Longe das pressas, cada momento foi um Regressamos de Taizé, cheios de alegria, numa intensidade interior muito forte, na harmonia do amor que nos preenche de fé e esperança, na bondade que transforma…Mas este regresso extende-se não só a todos quantos já fizeram a experiência de Taizé, mas também àqueles que estão no grupo ou que nos rodeiam e sentem toda esta energia.
Em Taizé percebemos que esta é a alma do nosso grupo Gonçalinhos e a nossa missão é fazer em cada encontro nosso, em cada momento que possamos proporcionar à comunidade, um pedacinho de Taizé. Propusemos a cada Gonçalinho que descrevesse Taizé numa palavra para partilhar convosco:
LEVEZA – Margarida
convite a respirar fundo, a soltar aquilo que não me serve e a deixar-me tocar pelo essencial. A leveza que trouxe de lá é feita de paz, de presença e de um coração mais aberto, como se a vida pudesse ser vivida com mais suavidade, confiança e gratidão.
PAZ – Fernando
“A paz foi a palavra que melhor definiu a minha experiência em Taizé. Senti-a no silêncio que acalmava, nos cânticos que uniam e nos encontros genuínos com os outros. Percebi que a paz nasce na simplicidade e na presença plena, e que pode continuar a acompanhar-nos em cada momento do dia a dia.”
OUVIR – Vicente
Em Taizé, aprendi que ouvir é o primeiro passo para o verdadeiro encontro com o outro. Muitas vezes, erguemos barreiras invisíveis no coração que nos impedem de escutar o próximo e , mesmo, de entender a importância do silêncio. Mas, naquela comunidade, não há barreiras, nem espirituais nem materiais. Aliás, todos são convidados a entrar e a partilhar aquilo que são, com simplicidade e verdade. Descobri que Ouvir não é perder a nossa identidade, antes, permanecer firmes na fé, enquanto se abre espaço para compreender, para acolher, antes de se julgar, e para nos aproximarmos antes de nos fecharmos.
MUDANÇA – Artur
Uma das pessoas que fez parte deste caminho connosco foi o Artur, que vive em Vale de Cambra. Ele já é considerado um Gonçalinho há vários anos e também quis deixar o seu testemunho.
Taize, é um local demasiado especial. Conseguiu colocar novas pessoas no meu caminho, ajudou-me a descobrir a minha vocação, aproximou-me de Deus e alinhou a minha fé. Acima de tudo, Taizé ajudou-me a sair da escuridão e fez-me voltar a sorrir. Agradeço a Deus, e a todos que fizeram parte desta jornada. O Artur que foi, não é o Artur que voltou, e devo isso a todos vós.
AMOR – Raquel
Um amigo que fiz em Taizé disse-me: ”Deus está orgulhoso de nós por conseguirmos ouvir, partilhar, viver esta paz e entendermo-nos tão bem, falando línguas tão diferentes.” Acabei por perceber que Jesus é estável no amor de Deus, porque Ele ama-me como eu sou e ama-vos como vocês são, não importa o que aconteça. Em Taizé percebi que Deus é puro amor. Mesmo que eu falhe, ele é e sempre será um ombro em que me posso apoiar e que me aceita, através de pessoas, de um pôr do sol, de uma música, das estrelas, risos, e muitos momentos, mas preciso de estar disposta a ver mais além do que as minhas inquietações, para assim conseguir viver este amor.
Esperamos que esta experiência chegue a mais pessoas. Gostávamos de conseguir chegar a todos os jovens, pais, avós, famílias e que toda a comunidade conseguisse ver os Gonçalinhos como um grupo onde reina a amizade, diversão, partilha de fé e experiências inesquecíveis. Os chamados Momentos de Eternidade como alguém me ensinou em Taizé.
Ficamos à espera do vosso apoio e participação ao longo deste ano.